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sexta-feira, 13 de março de 2015

Cecília Meirelles: Canção mínima



 Imagem: Google
Canção Mínima

No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta
Cecília Meirelles


14 de março: Dia da Poesia com Machado de Assis


Livros e flores
Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?
Livros e Flores

Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor? - Machado de Assis 


14 de março: Dia da Poesia com Carlos Drummond de Andrade



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Mudam-se os tempos...





Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem – se algum houve –, as saudades
Luís de Camões

sexta-feira, 20 de julho de 2012

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
 
 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Querer na vida



Querer é mais que poder 
Querer é acreditar antes de tudo em você
Querer é o primeiro passo para conquistar algo.
Tudo na vida é difícil quando queremos que seja difícil
Nada na vida é fácil porque queremos que seja fácil.
Não adianta ser vítima ou vilão 
Na vida tudo vai e volta 
Tudo  gira como um pião.
São os dias, horas ,minutos dos detalhes
que fazem sempre a diferença  
Não precisamos de regras nem padrões de felicidade
Para ver que a vida é um presente não uma sentença.

sábado, 7 de julho de 2012

Oceano - Djavan

Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?
Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...
Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...
Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...
Só sei viver
Se for por você!
 
Composição : Djavan
 

Vento no litoral - Renato Russo

 
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos...
Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Composição : Renato Russo

Se você...

 
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto
Esse canto de amor
Oh! oh! oh...
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
E nesse dia branco
Se branco ele for
Esse canto
Esse tão grande amor
Grande amor...
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
Comigo, comigo.
Composição: Geraldo Azevedo/ Renato Rocha

sábado, 16 de junho de 2012

VídeoPoema - Os gatos de Patricia Highsmith

"Os Gatos", de Patricia Highsmith, é lançamento na coleção L&PM Pocket. O livro reúne histórias, poemas e ensaios sobre os felinos, além de ser recheado de ilustrações também da autora. A tradução é de Petrucia Finkler.

VideoPoema - Cecília Meireles

Cecília cantou como ninguém a reinvenção da vida e a serenidade frente à passagem do tempo. O poema aqui representado é Canção Mínima, um dos 157 poemas reunidos no livro Cecília de Bolso, de Cecília Meireles, uma das grandes vozes da poesia em língua portuguesa de todos os tempos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Na vida tudo fica



Aos que dizem que na vida tudo passa
eu reafirmo que tudo fica.
Não fica apenas o sonho,
aqueles momentos únicos e irrepetíveis,
a magia do nascimento de um filho,
o sorriso dos que amamos,
o amor que sentimos retribuído,
as boas notas de um nosso aluno,
a humildade das pessoas em geral,
a fé, a coragem e a determinação,
aquele gesto de nos secarem as lágrimas,
o reconhecimento,
os prémios e as vitórias,
as glórias, as afirmações pessoais,
as concretizações profissionais
e muitas, muitas outras coisas tão boas...
Tudo fica, até as coisas más,
as palavras que magoam,
os sonhos que não se concretizaram,
as palavras que não sairam,
a lágrima que não secou,
o beijo de despedida,
o gesto do adeus,
a culpa e o remorso,
os actos irreflectidos,
os beijos que não se deram,
as palavras que não se disseram,
o caminho por percorrer,
o "amo-te" por dizer,
a carícia por fazer,
as bofetadas dadas à vida,
o comodismo,
os sacrifícios que não se fizeram,
uma lista tão, mas tão infindável...

O que passa somos nós,
irremediavelmente humanos!
E mesmo nós desejamos
ficar, pelo menos, na memória dos que amamos.

De resto, tudo fica, nada passa...
e ainda que passe por fora
dentro da nossa memória,
ainda que sem dia nem hora,
farão parte da nossa história,
da nossa derrota e da nossa vitória!

Celia Gil

Amar



Amar é querer, é desejar,
perder-me em ti
para me encontrar a mim,
nos teus braços, nos teus beijos,
no teu cheiro, nos teus olhos,
em todo o teu ser.


Amar é partilhar, respeitar,
entregar-me a ti,
receber-te em mim,
continuamente reciclar
o modo de olhar e de amar.


Mas, amar é também refilar
discordar e rebentar.
Não é anular o meu ser,
 e apenas me submeter.


É aceitar o outro
com tudo o que isso implica
e ainda o admirar,
reconhecendo as imperfeições,
sem o anular,
sem me anular,
ajudando-o a crescer,
sentindo-se preenchido,
mesmo sem o saber.


É um gesto, uma palavra, um olhar,
conhecer e reconhecer,
amadurecer a dois,
dando ao que ama espaço para si,
o mesmo que eu preciso para mim,
para estar a sós comigo.


Enfim, ser marido, mulher, amante, amigo!


Celia Gil

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Tapete guardador de poesias

Para cada criança um poema…
O tapete guardador
de poesias
guarda o maior tesouro da vida
os afectos…
 que fazem crescer e aprender…
 
A casa da lua
   é o céu…
 as estrelas
são janela
que
espreitam o Gui
no embalo dos afectos
da mamã e do papá.
Na roda do vestido da Diana
dança a Joaninha vaidosa
que canta as delicias dos beijinhos doces
 regados com pinguinhas de amor…
As nuvens
doce algodão
deixam cair
pinguinhas de beijos
que a Beatriz
agarra na sua mãozinha…
para dar à mamã!
Os raios do sol
acariciam o cabelo negro
e iluminam numa mágica
o sorriso mil cores
da Inês.
  
Autoria: Maria Gomes

terça-feira, 20 de março de 2012

Canção de outono, Mário Quintana

CANÇÃO DE OUTONO
 O outono toca realejo
No pátio da minha vida.
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida...
Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
de carícia a contrapelo...
Partir, ó alma, que dizes?
Colhe as horas, em suma...
mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte alguma!

quarta-feira, 14 de março de 2012

14 de março - Dia Nacional da Poesia

O poeta é um fingidor/ Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente./ E os que lêem o que escreve/ Na dor lida sentem bem/ Não as duas que ele teve/ Mas só as que ele não têm/ E assim nas calhas de roda/ Gira, a entreter a razão/ Esse comboio de corda/ Que se chama coração
Fernando Pessoa

Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.

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