quinta-feira, 18 de outubro de 2012

As bibliotecas mais exóticas do mundo

Bibliotecas são como santuários para os amantes dos livros, das clássicas às mais modernas, todas causam um efeito maluco: ao vê-las nos comportamos como zumbis, caminhando na direção do nosso principal alimento. Abaixo algumas bibliotecas diferentes, modernas e, segundo o site Flavorwire, bizarras. Eu não classificaria nenhuma dessas bibliotecas como bizarras, afinal, bizarro mesmo é a televisão brasileiras aos domingos.
1. Aberdeen University Library, Aberdeen, Scotland.


2.The Cottbus University Library, Germany.


3. The National Public Library, Prishtina, Kosovo.


4. The rhombicuboctahedron-shaped National Library of Belarus,  Minsk.


5. Book Mountain in Spijkenisse, the Netherlands.


6. For the Midas in all of us. Luckenwalde Library, Brandenburg.


7. The spaceship/hard drive inspired National Library of China in Beijing.


8. Peckham Library, London.


9. Is the front falling off? University Library, Reims, France.


10. A library in the shape of a hole-filled chromosome. The Research Library in Hradec Králové, the Czech Republic.


11. Geisel Library at the University of California, San Diego, CA.


12. The glowing checkered egg. Otherwise known as the Philological Library of the Free University, Berlin, Germany.

Prepare um café e leia também:
  1. As 10 cafeterias mais lindas do mundo
http://www.dihitt.com.br/barra/as-bibliotecas-mais-exoticas-do-mundo

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Trecho de Mo Yan, Nobel de Literatura de 2012


O chinês Mo Yan, que ganhou hoje o Nobel de Literatura, aparecia em todas as listas de favoritos – na preferência dos apostadores da casa londrina Ladbrokes, estava em quarto lugar –, mas isso não quer dizer que sua obra seja fartamente conhecida no Ocidente. Como quase todo mundo, saí correndo atrás de informações sobre o homem, que não tem nenhum livro lançado no Brasil e que, na loja do Kindle, conta com apenas um título (em pré-venda!).
As notícias da premiação (aqui e aqui) e o comentário de Maria Carolina Maia no vizinho “Veja Meus Livros” satisfazem a maior parte da curiosidade que se possa ter sobre o homem, uma escolha que tem inegável dimensão política, daquelas que o Nobel gosta de fazer. A partir do pseudônimo que adotou para escrever, e que significa “Não fale”, Mo Yan mantém relações tensas com o mundo oficial de seu país, onde a liberdade de expressão é restrita. A Academia Sueca o saudou por seu “realismo alucinatório” e o comparou a William Faulkner e Gabriel García Márquez.
A melhor forma de conhecer um escritor, porém, é lê-lo. Por isso decidi traduzir o trecho inicial do romance Life and death are wearing me out (algo como “A vida e a morte estão acabando comigo”), uma alegoria que conta a história da China moderna por meio das sucessivas reencarnações de um fazendeiro assassinado durante a reforma agrária de Mao Tsé Tung, em 1948. Aqui, morto há pouco tempo, ele aparece sendo torturado no inferno. Como faltei às aulas de mandarim na escola, parti da tradução de Howard Goldblatt para a editora americana Arcade. Um crime tradutório, certo, mas acredito que perdoável em nome da agilidade jornalística. O humor negro do trecho é marcante.
Minha história começa no dia 1º de janeiro de 1950. Nos dois anos anteriores, nas profundezas do inferno, eu tinha sofrido torturas cruéis que nenhum ser humano seria capaz de conceber. Sempre que era trazido ao tribunal, proclamava minha inocência em tons solenes, comoventes, tristes, desgraçados, que penetravam cada greta do Salão de Audiência do Senhor Yama e repercutiam em muitas camadas de ecos. Nem uma palavra de arrependimento saiu de meus lábios, embora eu fosse torturado cruelmente, o que me valeu a reputação de homem de ferro. Sei que ganhei o respeito silencioso de muitos dos funcionários do submundo de Yama, mas sei também que o Senhor Yama não me suportava mais. Assim, para me obrigar a admitir a derrota, submeteram-me à mais sinistra forma de tortura que o inferno tem em seu estoque: atiraram-me numa tina de óleo fervente, na qual eu rolei, me contorci e chiei feito um frango frito por cerca de uma hora. Palavras não têm como fazer justiça à agonia que senti até que um servente me espetou com um tridente e, carregando-me bem alto, me conduziu à escadaria do palácio. Juntaram-se a ele dois outros serviçais, um de cada lado, que guinchavam como morcegos-vampiros toda vez que o óleo escaldante pingava de meu corpo nos degraus do Salão de Audiência, produzindo borrifos e pequenas nuvens de fumaça amarela. Com cuidado, depositaram-me numa laje aos pés do trono e fizeram uma profunda mesura.
– Grande Senhor – anunciou o servente que me carregara. – Ele está frito.
Tendo fritado até ficar crocante, eu sabia que o mais leve impacto me transformaria num monte de fragmentos estorricados. Então, das alturas do salão acima de mim, de algum ponto no meio do clarão de velas do salão acima de mim, ouvi a pergunta zombeteira do próprio Senhor Yama:
– Ximen Nao, cujo nome significa Rebelião no Portão Ocidental, há mais rebeliões em seus planos?
Não vou mentir para você: naquele momento eu balancei, meu corpo quebradiço jogado numa poça de óleo que ainda borbulhava, estalando. Eu não tinha ilusões, havia atingido o limiar da dor e não conseguia imaginar qual tortura aqueles oficiais venais empregariam em seguida se eu não cedesse agora. No entanto, se eu fizesse isso, não teria sofrido todas as brutalidades anteriores em vão? Ergui com grande esforço a cabeça, que poderia facilmente se soltar do corpo, e olhando na direção da luz das velas vi o Senhor Yama ladeado por juízes do submundo, sentados com sorrisos oleaginosos em seus rostos. A raiva se agitou dentro de mim. Ao inferno com eles!, pensei, o que era bem apropriado. Que me reduzam a pó num moinho ou me transformem em pasta num pilão, se quiserem, mas não vou recuar.
– Sou inocente! – bradei.
http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/pelo-mundo/leia-um-trecho-de-mo-yan-nobel-de-literatura-de-2012/

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Anjos Da Guarda - Leci Brandão

Ser criança

Roberto Carlos - Nossa Senhora

Chinês Mo Yan leva Nobel de Literatura por visão mágica e realista da China

Copenhague, 11 out (EFE).- O escritor chinês Mo Yan é o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2012, anunciou nesta quinta-feira a Academia Sueca, que concedeu o prêmio por sua visão mágica e realista da China.
Mo Yan "retrata com contos populares de um realismo fantástico a história atual e contemporânea", ressaltou o porta-voz do Comitê Nobel ao anunciar o prêmio.
O escritor de 57 anos receberá a honraria pelo retrato da conturbada história de seu país, em uma descrição em que se mesclam as tradições e os ritos do mundo rural e em uma linguagem de realismo e magia, assim como a ironia e a sensibilidade, segundo a descrição da Academia, que recomenda especialmente "The Garlic Ballads" (ainda sem tradução para o português), de sua obra.
Entre seus livros mais conhecidos está o livro "Red Sorghum: A Novel of China" - que inspirou o filme "Sorgo Vermelho" - romance cuja adaptação ao cinema deu ao diretor de cinema Zhang Yimou o Urso de Ouro do Festival de Berlim, em 1988, um dos marcos da história do festival.
O Nobel de Literatura 2012, no valor de 8.000.000 de coroas suecas (aproximadamente R$ 2,434 milhões), 20% menos que o ano passado, foi arrebatado pelo poeta sueco Tomas Tranströmer, em 2011, e pelo peruano Mario Vargas Llosa, em 2010. Veja todos os vencedores do Nobel de Literatura dos últimos 15 anos.
A semana do Nobel começou na segunda-feira com a concessão do prêmio de Medicina ao britânico John B. Gurdon e ao japonês Shinya Yamanaka e continuou na terça-feira com o anúncio do de Física, ao francês Serge Haroche e ao americano David J. Wineland.
A rodada dos prêmios Nobel do âmbito científico terminou ontem com o de Química, para os americanos Robert J. Lefkowitz e Brian K. Kobilka.
Depois que o de Literatura foi revelado, a expectativa agora cerca o da Paz, que será divulgado amanhã, enquanto na segunda-feira será conhecido o de Economia.
A entrega dos Nobel será feita, de acordo com a tradição, em duas cerimônias paralelas, em Oslo para o da Paz e em Estocolmo os restantes, o dia 10 de dezembro, coincidindo com o aniversário da morte de Alfred Nobel. EFE.
http://br.noticias.yahoo.com/chin%C3%AAs-mo-yan-leva-nobel-literatura-vis%C3%A3o-m%C3%A1gica-122808751.html

Capa nacional e lançamento de Êxtase, de Lauren Kate


O último e tão aguardado livro da série Fallen, já tem nome e lançamento aqui no Brasil. Trata-se de Êxtase,  que chegará às livrarias no mês de Novembro pela Editora Galera Record. Confira a sinopse: 

"No quarto e último aguardado livro da série Fallen, Luce e Daniel estão juntos e parece que nada mais vai separá-los. O problema é que o destino amaldiçoado de uma mortal e de um anjo caído promete surpresas. O céu está escuro com asas… Como a areia numa ampulheta, o tempo está se esgotando para Luce e Daniel.Para parar Lúcifer de apagar o passado eles devem encontrar o luga onde os anjos caíram na terra. Forças sombrias estão atrás deles, e Daniel não sabe se consegue fazer isso—viver só para perder Luce uma vez e mais outra. No entanto, juntos, eles enfrentarão uma batalha épica que deixará corpos sem vida… e poeira de anjos. Grandes sacrifícios são feitos. Corações são destruídos. E de repente, Luce sabe o que deve acontecer."
http://palaciodelivros.blogspot.com.br/2012/10/capa-nacional-e-lancamento-de-extase-de.html

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