segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fernando Morais dedica prêmio aos 5 antiterroristas cubanos

O escritor brasileiro Fernando Morais, autor do livro Os últimos soldados da Guerra Fria, dedicou no sábado (14), o Prêmio Brasília de Literatura na categoria de “Reportagem” para os Cinco cubanos, presos injustamente nos Estados Unidos e personagens centrais do livro.

“Dedico este prêmio aos cinco cubanos presos nos EUA, que são os personagens do livro”, disse Morais ao receber o prêmio na cerimônia de abertura da 1ª Bienal Brasil de Livros e da Leitura, em Brasília, na Esplanada dos Ministérios.

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Em declarações à Prensa Latina, Morais observou que este prêmio é uma honra especial, uma vez que recebe com o trabalho que narra o trabalho de Antônio Guerrero, Fernando Gonzalez, Ramon Labañino, René Gonzalez e Gerardo Hernandez, nos Estados Unidos, que consiste de alerta de Cuba a atos terroristas pelos grupos extremistas cubanos, com base na Flórida.

Ele também ressaltou que o reconhecimento irá permitir maior difusão no Brasil da injustiça cometida contra os Cinco, como são conhecidos em todo o mundo, e a necessidade de aumentar a pressão para sua liberação e para permitir que voltem para Cuba.

Os últimos soldados da Guerra Fria é uma denuncia contra o processo judicial imposto contra o terrorismo, que foram presos injustamente faz quase 14 anos em os EUA por combater o terrorismo. Lançado em agosto de 2011, o livro de Morais passou várias semanas entre os mais vendidos na América do Sul, permitiu uma pequena quebra silêncio da mídia sobre esta nação e permitiu que os brasileiros tenham melhor conhecimento do caso.

Adriana Perez, esposa de Gerardo Hernández, e Aili Labañino, filha mais velha de Ramon, que estão em Brasília, e o embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora, felicitaram o escritor brasileiro pelo prêmio e pelo seu gesto em prol dos Cinco lutadores contra o terrorismo.

Fonte: Prensa Latina
Tradução: Síntese Cubana
http://www.vermelho.org.br/ac/noticia.php?id_secao=7&id_noticia=180928

Memória de internet

Cada vez mais numerosa, lista de acervos digitalizados de cientistas e personalidades conta agora com coleção de Nelson Mandela. A tendência, que pode ajudar a preservar a história da ciência e das lutas sociais, ainda tem poucas e isoladas iniciativas brasileiras.
Memória de internet
Diários, bilhetes, cadernos, cartas, fotos: acervos ‘on-line’ reúnem enorme quantidade de documentos de grandes cientistas e personalidades e permitem conhecer o passado e pensar o futuro da ciência e das lutas sociais. (montagem: Marcelo Garcia)
O lançamento recente de um acervo on-line de documentos e imagens do líder político sul-africano Nelson Mandela é mais um passo de um movimento que tem reforçado o papel da internet como receptáculo moderno da memória da humanidade. Mandela entra para a lista de grandes cientistas e personalidades que passam a ter um vasto material relacionado à sua vida preservado e acessível na rede. No Brasil, iniciativas desse tipo, verdadeiros convites a conhecer o passado e grandes oportunidades de pensar sobre o futuro, ainda são isoladas e esbarram na falta de investimento e numa cultura que pouco valoriza sua história.  
O acervo do líder africano foi disponibilizado pelo Centro de Memória Nelson Mandela em parceria com o Instituto Cultural Google. Entre as fotos, diários e documentos digitalizados, estão um mandado de prisão, cartas escritas do cárcere para sua família e até seu cartão da igreja. A CH On-line já abordou iniciativas parecidas, quando do lançamento dos acervos digitais dos físicos Albert Einstein e Isaac Newton, por uma universidade de Jerusalém e pela Biblioteca Digital de Cambridge, respectivamente. 
A Biblioteca de Cambridge tem o projeto de digitalizar todo seu acervo de sete milhões de livros e documentos
A biblioteca britânica, aliás, tem o projeto de digitalizar todo o seu acervo de sete milhões de livros e documentos. Até agora, entre o material on-line é possível conferir, por exemplo, uma série de textos islâmicos, alguns com mais de mil anos, e um acervo do naturalista britânico Charles Dawrin, que conta com rascunhos da teoria da evolução e notas de sua viagem no Beagle. Quem também está interessada na área é o Google, que pretende usar o projeto de Mandela como modelo para resgatar a vida de outras personalidades do século 20. 

História digital do mundo

Há muitos outros exemplos desse recente ‘ganho de memória’ da internet. A vida do próprio Sir Isaac é alvo de outras iniciativas, como o Newton Project, da Universidade de Sussex, e um projeto da Biblioteca Nacional de Israel que aborda o lado místico do personagem. Interessado em teologia e alquimia, ele via na análise das escrituras sagradas uma ciência capaz, inclusive, de prever o fim do mundo (em 2060, anotem aí). 
Acervo Mandela
Ao ter seus arquivos pessoais disponibilizados na internet, Nelson Mandela se junta a personalidades e cientistas como Newton, Einstein e Darwin. (imagem: reprodução)
Nos Estados Unidos, diversos nomes importantes para a formação do país têm seus acervos disponíveis on-line, como Abraham Lincoln, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson – iniciativas mantidas pela Biblioteca do Congresso e pelas universidades de Yale e de Princeton, respectivamente. O ativista político Martin Luther King Jr também possui uma coleção digital, com fotos e rascunhos de seus mais importantes discursos
O Instituto Americano de Física preserva acervos com mais de 30 mil documentos de diversos cientistas e uma coleção de história oral com centenas de entrevistas, além de promover exposições on-line sobre importantes personagens da história da ciência, como Marie Curie e suas descobertas sobre a radioatividade e Werner Heisenberg, um dos fundadores da mecânica quântica. Na área de economia e política, o Avalon Project reúne documentos como o Código de Hamurabi e até o Tratado de Tordesilhas.

Amnésia brasileira

Apesar da importância que a pesquisa brasileira apresenta hoje, as iniciativas de resgate dessa história ainda são muito isoladas no país. Na opinião do jornalista e historiador da ciência Cássio Leite Vieira, editor de internacional da revista Ciência Hoje, elas esbarram na falta de uma cultura de preservação. “Temos pouca tradição no campo e, em geral, a história recebe pouco destaque na formação dos novos pesquisadores”, afirma.  
Especialista em filosofia e história da ciência, Antonio Augusto Videira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), critica o atual modelo produtivista de construção do conhecimento. “É fundamental valorizar nossa história, pois só assim podemos avaliar as consequências de nossas decisões”, defende. “Por isso, são necessárias políticas públicas e ações pulverizadas, com a formação de redes, pois o material a ser preservado é maior que a capacidade das instituições dedicadas a esse trabalho.”
Coletânea de acervos
Diversas iniciativas internacionais têm ajudado a recuperar a memória de grandes cientistas. O Brasil conta com projetos isolados, mas que já o colocam em posição de destaque entre países sulamericanos e em desenvolvimento. (imagens: reprodução; montagem: Marcelo Garcia)
Uma dessas instituições é a Casa de Oswaldo Cruz (COC), da Fiocruz, que preserva – e agora disponibiliza na internet – acervos de pesquisadores da área da saúde, como Carlos Chagas e Adolpho Lutz. O historiador Paulo Elian, vice-diretor da entidade, defende a importância de combinar preservação com pesquisa histórica e divulgação científica e destaca a falta de políticas públicas no setor. Na própria Fiocruz, outro acervo interessante é o do sanitarista e político Sérgio Arouca, criado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em saúde (Icict)
Outra instituição com tradição em preservar a história da ciência, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), guarda documentos de pesquisadores como o médico Olympio da Fonseca e o físico Bernhard Gross, mas pouco desse material está disponível on-line. Situação parecida com a da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que reúne documentos de personalidades que vão do médico e político Arthur Neiva a Tancredo Neves, porém disponibiliza pouco desse acervo na internet. A FGV mantém, ainda, projeto de preservação da história oral por meio de entrevistas com grandes personalidades sobre a sociedade brasileira.
É claro que existem problemas, mas estamos adiantados em relação aos demais países em desenvolvimento
Algumas universidades, como a Estadual de Campinas (Unicamp), também possuem acervo on-line de pesquisadores como o físico César Lattes e o historiador Sérgio Buarque de Holanda. Documentos e imagens de cientistas como Nise da Silveira e José Reis estão disponíveis no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Outras iniciativas isoladas preservam pequenos acervos de figuras como José Bonifácio, Santos Dumont, Juscelino Kubitschek e Paulo Freire. Há ainda material sobre episódios importantes da história brasileira nos sites da Biblioteca Nacional, do Acervo Nacional e da Rede da Memória Virtual
Apesar de toda a limitação apontada pelos especialistas, há exemplos interessantes de ricos acervos já disponibilizados on-line no Brasil. Por isso, a arquivologista Maria da Conceição Castro, chefe do departamento de documentação da Casa de Oswaldo Cruz, destaca o pioneirismo do país. “Os sistemas de acervo informatizados são recentes e requerem um grande detalhamento e investimento. É claro que existem problemas, mas estamos bastante adiantados em relação aos países sulamericanos e em desenvolvimento.”

Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line
http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/memoria-de-internet

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Jogo educativo explica crise na zona do euro



Jogo ensina sobre a crise do Euro
A Pequena Grande Crise 2: A Ameaça Agora é Outra” é um game grátis que pode ser jogado pela internet e tem o objetivo de ensinar adolescentes e jovens sobre a atual crise na zona do euro. Trata-se da continuação do jogo com mesmo nome, lançado em 2008 pela dupla Richard Rytenband, economista e especialista em investimentos, e Felipe Okazaki, especialista em comportamento humano.
Para demonstrar como cada decisão pode abalar o mercado financeiro mundial, o jogador é colocado no lugar do Presidente da União Europeia e deve tomar decisões para resolver os problemas. São apresentadas duas possíveis soluções e cada opção tem sua consequência. O jogador só pode contar com a ajuda de dois conselheiros, que são inspirados nas figuras dos ex-presidentes norte-americanos George W. Bush e Barack Obama.
Para testar suas habilidades como líder da União Europeia, basta acessar a página do jogo.
http://www.contosdaescola.net/

Jogos que ajudam a aprender Matemática


 
Todos sabemos que as crianças não ficam passivamente à espera de ter seis anos e um professor para aprender matemática; desde muito pequenas constroem os conceitos matemáticos a partir dos conhecimentos que já possuem, através das vivências do seu dia-a-dia, de experiências significativas que as conduzem a colocar hipóteses, a reflectir e a tirar conclusões
O jogo surge como um instrumento privilegiado na construção destes conceitos. Existem no mercado diversos materiais que foram concebidos com o objectivo de ajudar a criança a aceder à representação matemática; partindo da manipulação de material concreto, a criança tem oportunidade de explorar, compreender as relações em que se baseiam as actividades matemáticas e aceder à abstracção.
Outra das grandes vantagens é serem vivenciados pela criança como jogos, como actividades lúdicas, fontes de prazer. São recursos que os pais, os educadores e os professores têm à sua disposição e que, dado todo o seu potencial, devem ser encarados como um tesouro a que os mais pequenos devem ter acesso no seu processo de descoberta e aprendizagem da matemática.
Desses materiais, os mais divulgados são os Blocos Lógicos (aos quais Coisas de Criança já dedicou um artigo – nº 16, Fevereiro 2009), o Cuisenaire, o Calculador Multibásico, o Ábaco e o Geoplano.
Temos de ter presente a ideia de que os materiais favorecem mais a aprendizagem se derem resposta a objectivos educacionais concretos; cabe ao adulto organizar situações que potenciem a sua exploração e permitam o estabelecimento de relações.
Seja qual for o material, numa primeira abordagem a sua exploração deve ocorrer livremente, sem quaisquer instruções, para que a criança se familiarize com as suas propriedades, estrutura e organização. Só num segundo momento, o adulto deve questionar a criança e efectuar propostas de exploração que permitam atingir os objectivos estipulados.
ÁBACO
É um instrumento de cálculo, formado por uma moldura com um conjunto de arames paralelos dispostos no sentido horizontal ou vertical, correspondendo cada um a uma ordem: unidades, dezenas, centenas, unidades de milhar, dezenas de milhar, centena de milhar… Permite desenvolver o conceito de valor de posição de um número (unidade, dezena, centena…), facilitando a compreensão e a concretização das operações de adição e subtracção dos números naturais.
Com as crianças mais pequenas – ensino pré-escolar – o ábaco permite o acesso à representação de quantidades. Numa primeira fase a criança poderá compreender a noção de quantidade através da correspondência termo-a-termo entre o número de “bolas” que desloca da esquerda para a direita e o respectivo número que quer representar. No final do ensino pré-escolar e início do ensino básico é um instrumento óptimo para a criança compreender o valor posicional do qual depende o nosso sistema de numeração.
Imaginemos que as crianças pretendem representar a quantidade de lápis de cor que estão numa caixa: por cada lápis fazem deslocar uma bola da esquerda para a direita; quando chegam à quantidade 10, deslocam todas as bolas novamente para a esquerda e deslocam uma bola da segunda fila para a direita que representa 10 bolas da primeira fila. Recomeça-se a contar novamente na fila de cima e, mais uma vez, quando chegar a 10, avança-se mais uma bola na segunda fila, o que significa que já se contaram 20 lápis. Quando a segunda fila tiver 10 bolas, deslocam-se todas as bolas para a esquerda e coloca-se uma na terceira fila, das centenas, significando que já se contaram 100 lápis.
Para efectuar cálculos, o procedimento é semelhante, sendo mais fácil começar por usar dois ábacos: coloca-se o número de bolas respectivo a cada número em cada ábaco e depois junta-se as bolas em cada fila, da forma anteriormente descrita. São procedimentos lógicos e muito intuitivos que as crianças compreendem com facilidade.
CALCULADOR  MULTIBÁSICO
É constituído por placas, com cinco orifícios cada uma, e peças de seis cores diferentes: amarelas, verdes, encarnadas, azuis, cor-de-rosa e lilás (das duas últimas cores apenas duas peças de cada). É similar ao ábaco, residindo a grande diferença no facto de neste se colocarem as peças sobrepostas, sendo estas amovíveis, o que facilita a visualização. As unidades colocam-se à direita e cada coluna da esquerda vale mais 10 vezes que a sua ordem imediatamente à direita.
Outra das vantagens do Calculador Multibásico é o acesso à representação das quantidades por algarismos, podendo a criança colocar em frente a cada coluna de peças o cartão com o algarismo que representa essa quantidade (o Ábaco vertical permite também este procedimento).
Inicialmente a criança pode apenas colocar as peças nos furos e representar a respectiva quantidade; poderá fazê-lo colocando à frente o respectivo algarismo ou pode-se sugerir que “copie” o desenho para uma folha. Poderá também efectuar cálculos, utilizando um procedimento semelhante ao do ábaco, começando por colocar as unidades no orifício mais à direita da placa.
GEOPLANO
Pode ser de vários tipos, sendo o mais comum o quadrado. É constituído por uma base onde se fixam “pregos”, a distâncias regulares, utilizando-se depois elásticos de cores para “desenhar”. Existem também Geoplanos com vários números de pregos, sendo os de 5×5 pregos os mais comuns no ensino pré-escolar.
É um recurso didáctico que permite desenvolver todo um conjunto de conceitos espaciais, permitindo o acesso à geometria através da manipulação; partindo do concreto, este material oferece um apoio à representação, levando à construção de conceitos abstractos. As crianças mais novas poderão trabalhar com as formas geométricas e com o conceito de simetria, podendo também desenhar de acordo com a sua criatividade (formas geométricas, casas, bonecos, a letra do seu nome, números…).
Numa segunda fase, as crianças poderão reproduzir a sua criação em papel (liso ou quadriculado), devendo existir junto ao Geoplano folhas de papel que contenham exactamente o mesmo número de pontos do que o Geoplano.
Outra estratégia para trabalhar com o Geoplano é fornecer modelos geométricos e de figuras que as crianças podem reproduzir com os elásticos de cores. Existem actualmente Geoplanos feitos em material transparente que permitem colocar a folha de papel com o modelo por baixo, facilitando assim o processo de reprodução do modelo em causa.
Todos estes materiais estão longe de se esgotar nestas propostas, sendo inclusive instrumentos muito adequados para desenvolver e aprofundar conceitos noutros graus de ensino. Por exemplo, pode usar-se o Calculador Multibásico para efectuar as quatro operações básicas ou o Geoplano para trabalhar áreas e perímetros. O importante é disponibilizar os materiais e proporcionar às crianças oportunidades para os utilizarem, facilitando o desenvolvimento de diversos conceitos matemáticos.
Autora: Filomena Santos Silva
http://inovacaonaeducacaoespecial.wordpress.com

O Tapete guardador de poesias

Para cada criança um poema…
O tapete guardador
de poesias
guarda o maior tesouro da vida
os afectos…
 que fazem crescer e aprender…
 
A casa da lua
   é o céu…
 as estrelas
são janela
que
espreitam o Gui
no embalo dos afectos
da mamã e do papá.
Na roda do vestido da Diana
dança a Joaninha vaidosa
que canta as delicias dos beijinhos doces
 regados com pinguinhas de amor…
As nuvens
doce algodão
deixam cair
pinguinhas de beijos
que a Beatriz
agarra na sua mãozinha…
para dar à mamã!
Os raios do sol
acariciam o cabelo negro
e iluminam numa mágica
o sorriso mil cores
da Inês.
  
Autoria: Maria Gomes

2º Prêmio WEG de Inovação Tecnológica



Mais detalhes podem ser verificados através do site www.weg.net/inovacao ou inovacao@weg.net.
http://www2.joinville.udesc.br/~i9/2012/06/05/2%C2%BA-premio-weg-de-inovacao-tecnologica-2/

Dalton Trevisan vence prémio Machado de Assis


Escritor distinguido com a maior distinção da literatura brasileira, depois de ter sido galardoado com o Prémio Camões

O escritor brasileiro Dalton Trevisan, galardoado com o Prémio Camões deste ano, acaba de ser anunciado como o vencedor do prémio de literatura Machado de Assis 2011, atribuído esta quarta-feira pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

A ABL justificou a escolha ao apontar Trevisan como um dos mais importantes narradores da ficção brasileira contemporânea, «portador de linguagem predominantemente interiorizante, porém sensível às movimentações sociais», cita a Lusa.

O prémio Machado de Assis 2011 é o mais importante galardão atribuído pela Academia Brasileira de Letras e será entregue em julho deste ano, altura em que a instituição celebrará 115 anos.

Ainda não se sabe, no entanto, se o autor sairá de sua casa para receber a distinção.

Conhecido pela sua fama de recluso e avesso à imprensa, Trevisan recebeu a alcunha de «vampiro de Curitiba», em referência à cidade em que nasceu e vive ainda hoje. É esse também o título de um de seus livros mais conhecidos, lançado em 1965.

Em carta de agradecimento ao Governo português, recebida esta semana, Trevisan, de 86 anos, informou que não irá receber o prémio Camões, invocando a idade.

«Os muitos anos, ai de mim, já me impedem, de receber pessoalmente o prémio», escreveu o escritor brasileiro em carta enviada por fax à Secretaria de Estado da Cultura de Portugal.
http://www.tvi24.iol.pt/internacional/dalton-trevisan-premio-machado-de-assis-academia-de-artes-do-brasil-premio-camoes-tvi24/1353583-4073.html

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