"A oração indígena do silêncio:
Sente-se à beira do amanhecer, o sol nascerá para você... Sente-se à beira da noite, as estrelas brilharão para você... Sente-se à beira do rio, o rouxinol cantará para você...
Sente-se à beira do silêncio, Deus vai falar com você..."
A história de Mylo Xyloto, álbum lançado pelo Coldplay, em outubro de 2011, será revelada com o lançamento da primeira parte de uma série de seis livros em quadrinhos, na Comic-Con, em San Diego. O disco atingiu o topo das paradas em 34 países e vendeu mais de seis milhões de cópias no mundo inteiro.
A história de Mylo Xyloto foi criada e escrita pelo Coldplay ao lado do diretor e roteirista indicado ao Oscar, Mark Osborne (Kung Fu Panda, Bob Esponja – o filme), e será publicada por Matt Groenings, da célebre Bongo Comics Group. Os quadrinhos terão seis partes e serão lançados mensalmente a partir de fevereiro de 2013. A série estará disponível para pré-venda, em breve, através do site oficial da banda.
“Há três anos, tivemos a idéia, junto ao nosso amigo Mark Osborne, sobre um personagem chamado Mylo Xyloto (‘Xylo’ como em xylofone – xilofone; e ‘to’ como ‘toe’ (dedo do pé). Gradualmente, a história e o universo de Mylo acabaram fornecendo um cenário para o álbum e turnê. Agora estamos orgulhosos de anunciar que no próximo ano a história vai sair em quadrinhos, em seis partes. Esperamos que vocês gostem. Foi divertido fazer isso”, contou a banda em seu site oficial, Coldplay.com.
Para Mark Osborne, “os quadrinhos são a última expressão de um filme musical animado que a banda e eu começamos a desenvolver há vários anos, é a história de Mylo Xyloto, um silenciador jovem, que está na linha de frente da guerra contra o som e a cor do mundo de Silencia. Mylo descobre que o inimigo que ele foi treinado para odiar por toda a sua vida pode não ser o inimigo no final das contas. Espero que haja muitas, muitas conexões das pessoas que ouviram o álbum com os quadrinhos. Estou mais do que emocionado com a forma com que a história se desenvolveu.”
A primeira edição de Mylo Xyloto estará disponível, com uma exclusiva capa variante, na edição desse ano da Comic-Con International, em San Diego, de 12 a 15 de julho. Na sexta-feira, 13 de julho, a equipe de produção por trás de quadrinhos participará de um painel para discutir a série e depois estará disponível para autógrafos na área oficial. A quantidade limitada da edição exclusiva vai ser disponibilizada através da loja no Coldplay.com.
Quando nos engajamos num trabalho que usa nosso talento e alimenta nossa paixão – que surge de uma grande necessidade do mundo que nossa consciência nos chama a atender -, é ali que estão nossa voz, nossa vocação, o código de nossa alma. Franklin Covey
Querer é mais que poder Querer é acreditar antes de tudo em você Querer é o primeiro passo para conquistar algo. Tudo na vida é difícil quando queremos que seja difícil Nada na vida é fácil porque queremos que seja fácil. Não adianta ser vítima ou vilão Na vida tudo vai e volta Tudo gira como um pião. São os dias, horas ,minutos dos detalhes que fazem sempre a diferença Não precisamos de regras nem padrões de felicidade Para ver que a vida é um presente não uma sentença.
Não é raro, tropeço e caio. Às vezes, tombo feio de ralar o coração todinho. Claro que dói, mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé. Caio Fernando Abreu
Símbolo dessa cultura tibetana foi o gesto de um garoto de cerca de 12 anos que, naquele dia, pega no chão um rifle abandonado por um policial em fuga. Em vez de atirar contra os homens de farda, o rapaz segura a arma pelo cano, martelando-a no chão até espattifá-la. Séculos de filosofia budista, essencialmente baseada na paz, cravaram na mente dos tibetanos a ideia de que as armas não devem ser utilizadas contra o inimigo, mas destruídas.
Usando várias camadas de roupas para amortecerem as pancadas que, com certeza, vão levar [...] conseguem gritar: "Vida longa ao dalai-lama! Viva ao Tibete livre".
"Por mais brutal e violenta que seja, a repressão não poderá calar a voz da justiça e da liberdade", declara o dalai-lama em seu refúgio do outro lado das montanhas ...
[...] ... nunca esquecerei o rosto de meus pais.
Ó jóia de sabedoria!
Meu país não foi vendido, foi roubado...
A iluminação é o ideal para todos os tibetanos, assim como para Kinsom. [...] "O despertar", disse-lhe o monge amigo, "não pode ser ensinado. Mas, o caminho que leva à verdade sim. É por isso que o ensinamento tem um lugar tão importante na vida dos budistas".
"Foi horrível. [...] 'Você 'não é mais religiosa, disse um deles. 'Você não é mais do que um lixo'. Ele tinha razão, de certa forma. Eu era um farrapo, um monte de carne ensaguentada... [...] Não eram mais seres humanos, nem animais, eram máquinas." [...] não podiam estuprar minha alma. Lembrei-me dos ensinamentos que recebera e entendi que era isso o que importava. [...] Eu poderia então seguir o caminho do darma até a perfeição, além do nirvana, até a iluminação."
No discurso de Buda não existe um Deus redentor, um poder sobre-humano nem uma promessa de uma ajuda sobrenatural. Misericordiosos protetores, eles não curaram o mundo da dor, nem se libertaram dela. Apenas o homem pode lutar contra o sofrimento e vencê-lo por seus proprios meios. [...] Pela força do espírito,cada um pode alcançar sua mais intima essência, transcender as muta~ções e a morte, e assim seguir sua natureza do universo."
O holocausto do tibete é o resultado de uma luta desigual entre a força bruta daqueles que detêm o poder público e o protesto pacífico de um povo profundamente religioso. A determinação desse povo de se libertar por meios não violentos tranforma seu combate em um ato único no mundo.
A felicidade está em cada um, e se cultiva na paz interna, onde se encontra o espírito. [...]
Os chineses não conseguiram quebrá-la. Sobreviveu ao frio, às sessões de reeducação, ao roubo de sangue... [...] sente-se mais tibetana e budista do que nunca. [...] Vestirá o hábito, raspará a cabeça e voltará a ser o que era antes.
[...] Naquele momento não sente mais cansaço, pelo contrário. Envolta no canto dos pássaros e no cheiro dos zimbros, ela tem a impressão de repousar no centro do universo, de se fundir à vida primordial da criação. Sim, é possível sair do campo de batalha que é a existência humana, vencer o medo da morte e do sofrimento. Acaba tendo certeza disso nesse instante de felicidade eterna e fugaz, em que seu corpo, seu espírito e a natureza formam um todo. O batimento que ouve não é do seu coração cansado, mas o do coração do mundo.[...]
Chegando a um desfiladeiro de montanhas de altitude média, eles cruzam um chorten, pequeno amontoado de pedras enfeitado com bastonetes e pedaços de tecido, com uma abertura para as oferendas. As "bandeiras da prece" flutuando ao vento trazem sorte aos viajantes que atravessam o desfiladeiro pela primeira vez.[...] Segundo a crença, o vento, ao fazê-las flutuar, leva aos quatro cantos do universo a benção das preces. Os tibetanos as chamam "cabelo ao vento", porque lembram a crina de cavalos galopando.
Com o produto da venda do ouro e da prata do Palácio de Potala [...] Tenzin Gyatso criara o Fundo de Caridade do dalai-lama para promover a reconstrução cultural tibetana. [...] Do mesmo modo que as longas cerimônias e a pompa haviam sido descartadas, o teatro, a ópera, a literatura, a medicina e a religião eram incentivadas, assim todas como todas as profissões que pudessem ajudar os refugiados a ganhar decentemente a vida: pintura, trabalho em bronze, arquitetura, marcenaria e tecelagem de tapetes. [...] Três décadas depois, ele hospedaria cerca de três mil monges ocupados apenas em manter viva a memória do budismo tibetano, como a chama das lamparinas de óleo que o vento não consegue apagar.
De sua infância, ela guarda a lembrança de execução de dois tios, que eram monges. Durante a época mais repressiva, mexer os lábios em sinal de prece já era o suficiente para ser acusado de dissidência e submetido a cruéis sessões de thamzing. Quem sabe tenha sido a estrita proibição de rezar e acender lamparinas a óleo que a levou a se tornar religiosa? [...] No alto país das nevez, o espírito lutava desesperadamente para sobreviver, e essa luta enraizava-se na consciência das novas gerações.
Refugiar-se nas lembranças da infância ainda é uma maneira de resistir ao frio glacial. De manhã, Kinsom e Yandol acordam sem saber se estão vivas ou mortas. A cada nova partida, essas viajantes, ao deixarem para trás sua cama de pedra, têm a impressão de cumprir mais uma etapa rumo à liberadade.
Deitadas perto das portas abertas, de onde se vê a colina verde do Templo de Swayambu, as monjas descansam, acalentadas por um sentimento de segurança que não experimentavam desde a infância. [...]
Finalmente, uma manhã, sentem-se prontas. com o dinheiro da venda da jaqueta ao comerciante xerpa, compram dez metros de tecido cor de vinho e dois xales de lã da mesma cor. Voltam depressa ao centro de acolhimento, tiram as calças, as camisas e malhas, e poêm de volta o hábito. Dali em diante têm a impressão de estar em casa.
'Quando nos recolhemos lentamente para dentro de nós, alcançamos o sentimento de paz que existe em nosso íntimo. Temos todos nós esse desejo profundo, embora ele esteja frequentemente escondido, mascarado.'
O que os homens procuram? Durante suas inumeráveis viagen, ele os vê percorrerem o mundo de carro, avião, trem-bala... Mas com que finalidade? Consomem sem parar, mas estão sempre famintos. [...] parecem ter tudo para serem felizes, mas que, no entanto, são profundamente insatisfeitos. Vivem com medo, sob tensão, sempre insaciáveis, sempre inquietos, perderam contato com a sua mais profunda dimensão, que é também a mais agradável e a mais fecunda [...] Se os homens são incapazes de alcançar a paz interior... como sonhar com a paz entre as nações?
Quando o pássaro de ferro voar,
Quando os cavalos galoparem sobre rodas
O povo de Bodh se dispersará pelo mundo, como formigas,
E o drama chegará ao continente do homem vermelho.
'No budismo, a reencarnação da alma não é o que explica o ciclo eterno das mortes e dos nascimentos. O importante é a força viva, ou energia vital, nutrida pelos desejos e paixões de toda uma vida. São essas paixões e esses desejos que produzem, depois do desaparecimento do corpo, outra combinação de forças e energia. Em cada nova existência, essa combinação mantém em si a soma das ações das vidas anteriores de cada indivíduo. A verdadeira espiritualidade é ser consciente dessa interdependência de tudo e de todos. Então, o pensamento, a palavra ou a ação mais insignificante tem consequência para o universo inteiro, assim como, quando lançamos uma pedra na água, as ondas se juntam umas às outras para formar novas ondas. Percebemos então que cada um é responsável pelo que faz, diz ou pensa.'
Enquanto livrarias fecham as portas pelo resto do mundo, na França aumentam não só o número de lojas, como também o de livros vendidos. A receita? Impostos e juros menores para o setor e controle de preços dos livros eletrônicos
The New York Times- Elaine Sciolino
Os franceses, como sempre, insistem em ser diferentes. Enquanto livrarias independentes fecham nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e em muitos outros países, o mercado livreiro francês está se saindo bem. A França ostenta 2.500 livrarias e, para cada livraria de bairro que fecha, outra parece abrir. Entre 2003 e 2011, a venda de livros no país cresceu 6,5%.
Alice Dison/The New York Times
"Livros são vivos e nós damos muitas vidas a eles", dizem organizadores da feira de troca de livros que acontece uma vez por mês ao sul de Montmartre, em Paris
Na França, a venda de livros eletrônicos representa somente 1,8% do mercado editorial enquanto que, nos EUA, eles somam 6,4% do total. A França tem uma reverência secular por páginas impressas.
"Tem duas coisas que não se jogam fora na França: pão e livros", disse Bernard Fixot, proprietário e editor da XO, pequena editora dedicada a lançar best-sellers. "Na Alemanha, o status social criativo mais importante é dedicado ao músico. Na Itália, ao pintor. Quem é o criador mais importante na França? É o escritor."
Uma razão mais atraente é a intervenção do Estado. No mundo livreiro que fala inglês, o livre mercado reina; na França, ele é dominado pela fixação de preços.
Alice Dison/The New York Times
Livraria La Hune, em Paris: crédito com juros reduzidos e isenção de impostos para área considerada "de guerrilha"
Desde 1981, a "lei Lang", batizada em referência ao seu promotor, Jack Lang, então ministro da cultura, fixou preços para livros em francês. Os livreiros não podem – nem mesmo a Amazon – dar descontos superiores a cinco% do preço definido pela editora, embora a Amazon tenha lutado e ganhado o direito de entregá-los gratuitamente.
Ano passado, enquanto os editores franceses assistiam horrorizados aos livros eletrônicos roubarem o mercado do livro impresso nos EUA, eles tiveram sucesso ao conseguir que o governo também fixasse o preço da versão digital. Agora, as editoras decidem o preço dos eletrônicos; outros descontos são proibidos.
Também existem instituições financiadas pelo governo que oferecem subsídios e empréstimos sem juros a futuros proprietários de livrarias.
O contraste entre o destino das livrarias de língua francesa e inglesa pode ser visto em Paris hoje em dia.
Em julho, depois de 30 anos de funcionamento, fechará a principal livraria de língua inglesa de Paris. Durante uma geração, autores como David Sedaris, Susan Sontag, Raymond Carver e Don DeLillo proferiram conferências e fizeram leituras na loja, Village Voice, numa das ruas mais chiques de St.-Germain-des-Pres.
"Quando Stephen Spender falou, Mary McCarthy estava na plateia", Hazel Rowley escreveu num ensaio de 2008 sobre a livraria. "Certa noite, Edmund White apresentou Jonathan Raban, contando com Bruce Chatwin entre os ouvintes." Todavia, a Village Voice não conseguiu sobreviver aos grandes descontos da Amazon e dos vendedores de livros eletrônicos.
O espectro da perda pairava numa festa realizada em 16 de junho, quando centenas de simpatizantes se acotovelaram pela loja e se espalharam na rua estreita para lamentar seu passamento.
"Quero que saibam que foi um privilégio recebê-los para se sentar comigo no meu apertado e sombrio gabinete nos fundos da livraria, para bater papo, falar acerca de livros, do trabalho, da vida", afirmou Odile Hellier, fundadora e proprietária. "Sentirei falta desses momentos com carinho e somente posso esperar que venha a existir outro gabinete pequeno e sombrio no qual possa me sentar e trocar ideias, e tudo o mais."
Talvez seja numa livraria de língua francesa como a L'Usage du Monde, do outro lado da cidade, no centro do enobrecido bairro do 17º Arrondissement, a qual vai celebrar seu primeiro aniversário em agosto.
Os donos, Katia e Jean-Philippe Perou, receberam subsídios do Centro Nacional do Livro, do Ministério da Cultura, da prefeitura de Paris e um empréstimo sem juros de um grupo com o desajeitado nome de Associação para o Desenvolvimento da Livraria da Criação.
"Não poderíamos ter aberto a livraria sem os subsídios recebidos", disse Perou. "E não poderíamos sobreviver agora sem os preços fixos."
Além das aparências, existem as previsões de que a França somente está atrasando o inevitável e que, cedo ou tarde, as forças do mercado vão prevalecer. Apesar do apelo da livraria de bairro, 13% dos livros franceses foram comprados pela internet em 2011.
Um acordo que o Google anunciou, em junho, com a Associação das Editoras Francesas e a Société des Gens de Lettres, um grupo de escritores deve permitir que as editoras ofereçam versões digitais de suas obras para o Google vender. Até agora, a venda dos livros digitais na França e em boa parte da Europa foi retardada em parte por causa das disputas pelos direitos.
"Estamos numa época de exploração, tentativa e erro, de experimentação", escreveu Bruno Racine, presidente da biblioteca nacional do país, no livro de 2011, "Google et le Nouveau Monde". "Muitos cenários são previstos. Certamente, o menos provável é o da resistência vitoriosa do livro de papel."
Um estudo de 59 páginas do Ministério da Cultura, de março, fez recomendações para retardar o declínio das vendas de livros impressos, como limitar o aumento do aluguel das livrarias, fundos de emergência para livreiros oriundos do setor livreiro e uma maior cooperação entre o segmento e o governo.
"Tocar uma livraria é um esporte de combate", conclui o relatório.
Uma operação minúscula determinada a preservar o livro impresso é o Circul'livre.
No terceiro domingo de todo mês, a organização ocupa uma esquina da Rue des Martyrs, ao sul de Montmartre. Um pequeno grupo de aposentados classifica livros usados por tema e os exibe em engradados abertos.
Os livros não estão à venda. Os clientes simplesmente pegam quantos livros desejarem desde que aceitem um código de honra informal de não vender nem destruir sua generosidade. Eles são convidados a deixar exemplares antigos, num sistema que mantém o estoque abastecido.
"Livros são coisas vivas", disse Andrée Le Faou, uma das organizadoras voluntárias, enquanto agarrava a biografia em três volumes do rei Henrique IV. "Eles precisam ser respeitados, amados. Nós lhes damos muitas vidas."
Só o resto das nossas vidas se abrindo a nossa frente- comentou ela sonolenta, sentindo o cheiro dele, morno, fresco e maravilhoso, e ao mesmo tempo com um arrepio de ansiedade percorrendo se corpo ao pensar no que estava por vir: uma vida adulta e independente. Mas ela não se sentia adulta. Não estava preparada, de jeito nenhum. Era como se algum alarme de incêndio tivesse disparado de madrugada e ela se encontrasse no meio da rua com as roupas emboladas no braço. Se não tinha aprendido nada, o que iria fazer? Como preencheria os próximos dias? não tinha a menor ideia. “o negócio era ser corajosa e ousada e realizar alguma coisa”, pensou consigo mesma. Não exatamente mudar o mundo, só um pouco à sua volta. Sair por ai com o diploma com honras de primeiro lugar em duas matérias, muita paixão e a nova máquina de escrever elétrica Smith Corona e trabalhar duro em… alguma coisa. Mudar a vida das pessoas através da arte, talvez. Escrever coisas bonitas. Agradar aos amigos, continuar fiel aos próprios princípios, viver plenamente, bem e com paixão. experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se possível. Comer com moderação. Coisas assim.