quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Automation Fair® exibiu as últimas tecnologias e tendências em manufatura


Promovida pela Rockwell Automation, 21ª edição da feira demonstrou como tecnologias inovadoras de automação podem melhorar a rentabilidade e, ao mesmo tempo, otimizar equipamentos, linhas de produção, fábricas e empresas

 A 21ª edição da Automation Fair® - promovida pela Rockwell Automation no mês de novembro -, atraiu um sem-número de líderes industriais, analistas do setor e provedores de serviços e tecnologia de todo o mundo no Pennsylvania Convention Center, na Filadélfia.

Os visitantes tiveram acesso a eventos focados em segurança e processos, um fórum de mídia global, sessões de treinamento em tecnologia, seminários, fóruns focados por setores, demonstrações detalhadas e mais de 125 expositores, mostrando os últimos produtos e soluções Rockwell Automation e das empresas participantes da rede PartnerNetwork.
 
Todos puderam aproveitar esta oportunidade de aprendizado para saber mais sobre as últimas inovações, projetadas para ajudá-los a otimizar seus investimentos em automação e atingir as metas de suas empresas.
 
“Junto com nossos parceiros PartnerNetwork, trazemos aos clientes um ecossistema de experiências e conhecimentos especializados”, observa Keith Nosbusch, presidente e CEO da Rockwell Automation. “A Automation Fair® permite que os clientes vejam como tecnologias de automação inovadoras podem melhorar sua rentabilidade e, ao mesmo tempo, otimizar seus equipamentos, linhas de produção, fábricas e empresas”.
 
Clientes de indústrias de processo trocaram ideias no evento Process Solutions Users Group (PSUG). Mais de 600 profissionais de indústrias de processo foram até o Pennsylvania Convention Center para debater tendências e desafios que afetam suas indústrias, compartilhar melhores práticas e fornecer um feedback valioso para a Rockwell Automation sobre novas características, funções e ofertas do sistema de automação de processo PlantPAx.
 
Os participantes ouviram de Nancy Youn, diretora de Global Strategic Alliances, VMware, uma análise sobre o surgimento de tecnologias de virtualização emergentes em indústrias de processo. Além disso, 29 palestrantes de empresas clientes falaram sobre como superaram desafios de automação cotidianos usando o sistema PlantPAx.
 
Por sua vez, mais de 300 pessoas participaram do evento Safety Automation Forum. Voltado a usuários, teve a presença de palestrantes de empresas líderes de seus setores, como a Kimberly-Clark, a montadora de máquinas Automatic Handling International e a Grantek Systems Integration Inc., que compartilharam procedimentos que melhoraram a segurança, a produtividade e o desempenho da empresa. Na palestra principal, Calvin Beyer, gerente industrial da Zurich, explicou como os fabricantes podem melhorar a segurança dos trabalhadores e os lucros das empresas usando uma estratégia de gerenciamento de riscos baseada em indicadores importantes.
 
 Os participantes também ouviram sobre as mais recentes tecnologias, considerações legais e normas regulatórias para máquinas, processos e aplicações de segurança elétrica, de especialistas da American National Standards Institute (ANSI), IFA e de um dos maiores escritórios de advocacia do mundo, a Eversheds LLP.
http://www.radarindustrial.com.br/noticia/automation-fair-exibiu-as-ultimas-tecnologias-e-tendencias-em-manufatura.aspx
 

TrendWatching mostra principais movimentos que devem nortear o comportamento de compra dos consumidores do Brasil e do mundo nos próximos 12 meses

Por Bruno Garcia, do Mundo do Marketing | 29/11/2012

bruno.garcia@mundodomarketing.com.br

trendwatching,tendências,consumo,comportamento do consumidorA TrendWatching apresentou ontem, dia 28, uma pesquisa 
apontando as 10 principais tendências de consumo para 2013. Com impacto direto da evolução tecnológica, os movimentos indicam para uma participação cada vez maior dos consumidores na construção das marcas. Entre os temas listados pela consultoria estão o crescimento expressivo nas políticas de crowdfunding, com os clientes dando suporte financeiro para novos produtos e serviços, a presença das plataformas mobile em todos os momentos do consumo, a maior pressão para que as organizações sejam socialmente responsáveis, além de um retorno à valorização de elementos e símbolos culturais locais, em resposta a políticas de Marketing globais.
Outro fator apontado como tendência é a cobrança por transparência das marcas. De acordo com a TrendWatching,  as empresas serão forçadas a mostrar que não têm nada a esconder. Mas elas também cobrarão uma postura responsável por parte dos consumidores. “Espere observar uma mudança ousada na relação entre marcas responsáveis e ambiciosas e seus clientes em 2013. Marcas conectadas que já embarcaram na busca por um futuro mais sustentável e socialmente responsável irão exigir que seus consumidores também contribuam, ganhando assim o respeito até dos mais exigentes”, diz um dos trechos do relatório apresentado.

O estudo indica ainda que o consumidor terá capacidade para filtrar as informações que recebe pelos canais digitais. Os compradores esperam ter maior controle e fazer o melhor uso possível dos seus próprios dados, procurando marcas que utilizem esta informação proativamente. Conheça a seguir cada uma das tendências apontadas pela TrendWatching.

1 – Presumer e custowners
A primeira tendência da TrendWatching para 2013 está na participação cada vez mais expressiva das ações de crowdfunding. "Os consumidores vão abraçar ainda mais formas de participar do financiamento e (pré) lançamento de novos produtos e marcas", diz o relatório. Um exemplo é a ZaoZao, marca de Hong Kong voltada para amantes da moda. Ela pré-lança seus produtos, angariando fundos para iniciar a produção.

2 – Emerging
Com a força dos mercados emergentes e a situação delicada vivida pela economia européia, empresas de países como Brasil, China e Índia começarão a desenhar estratégias de Marketing com foco em outros mercados emergentes, como Turquia ou África do Sul. E o caminho inverso também é verdadeiro.  A brasileira Amazonas Sandals anunciou planos para abrir uma loja na China no início de 2013. A marca usa matéria-prima bruta de árvores seringueiras do Brasil e a borracha de suas sandálias são feitas com 80% de material reciclado.

3 – Mobile Moments
As pessoas passarão cada vez mais tempo conectadas via dispositivos mobile. De acordo com a TrendWatching, os consumidores usarão os seus smartphones e aparelhos celulares em todos os momentos. Para aproveitar esta tendência, as empresas devem apostar em produtos, serviços e experiências que permitam aos consumidores amantes da mobilidade a adotarem naturalmente um estilo de vida “multi-hiper-tasking”. Um exemplo é a Jana, plataforma que permite aos usuários de telefones celulares em países em desenvolvimento participarem de pesquisas de mercado por meio de SMS em troca de prêmios, como minutos para ligação. Como resultado de sua parceria com operadoras de telefonia celular, o serviço atende quase 3,5 bilhões de pessoas em mais de 100 países.

trendwatching,tendências,consumo,comportamento do  consumidor4 – New Life Inside
O consumidor será cada vez mais exigente em relação a produtos e serviços sustentáveis, indo além do conceito de reciclagem. A ideia é que as empresas criem itens que possam ser adaptados e reutilizados em outros momentos e com novas funções.  Por isso o nome New Life Inside, pois os produtos, além de sua função principal, ganharão uma nova “vida” com outra função, evitando o descarte.  Um exemplo de produto encaixado nesta tendência é o Sprout, lápis que depois de utilizado pode ser “plantado” no jardim. Ele vem com uma cápsula de semente no seu interior, dissolvida quando em contato com a água.

5 – Appscriptions
O exercício da medicina estará cada vez mais ligado às tecnologias digitais. Aplicativos para smartphones e tablets substituirão exames, avaliarão as condições do paciente e serão capazes de monitorá-los a distância. Segundo a TrendWatching, os aplicativos médicos serão parte do receiturário do profissional de saúde, assim como os remédios. Em junho de 2012, o fundo do governo australiano “National Prescribing Service” lançou o Antibiotics Reminder. O aplicativo gratuito permite que pacientes criem alertas para lembrá-los de tomar a sua medicação, rastrear quando foi tomada e manter um diário de monitoramento.

6 – Celebration Nation
Os produtos e serviços globais dividirão espaço para marcas que tragam no seu DNA elementos com simbolos e culturas regionais. O relatório de tendências aponta que os mercados emergentes exportarão mais produtos que representam seus valores históricos e culturais. Um exemplo é a NE-TIGER, considerada primeira grife de luxo chinesa, que é conhecida pelos seus designs étnicos inspirados em uma mistura Oriente/Ocidente.

7 – Data Myning
Os dados disponibilizados na web não serão estratégicos apenas para as marcas. Os consumidores também farão o caminho inverso, obtendo maior controle e fazendo melhor uso dos seus próprios dados. Este indivíduo dará preferência por marcas que usem esta informação proativamente para oferecer benefícios reais para o seu estilo de vida ou economia de dinheiro. Um exemplo é o Movenbank, plataforma criada em outubro deste ano com o objetivo de oferecer serviços financeiros que ajudem seus usuários a melhorar a sua relação com suas economias e os recompense sempre que for o caso. O serviço é baseado em um sistema de pontuação.

8 – Again Made Here
Em 2013 haverá um ressurgimento da produção local em diversos países. No mês de outubro, a plataforma líder de impressoras 3D Shapeways abriu a sua primeira Fábrica do Futuro na cidade de Long Island, em Nova York. A fábrica terá capacidade para produzir de três a cinco milhões de objetos anualmente.

9 – Full Frontal
As marcas não podem ter nada a esconder. Segundo a TrendWatching, empresas de todos os setores serão cada vez mais pressionadas a mostrar de forma proativa que estão dentro das normas legais e éticas. Um dos casos mais emblemáticos para ilustrar esta tendência é que o McDonald’s começou a divulgar informações calóricas de seus lanches nos menus dos seus restaurantes e nas janelas dos drive-thru no Brasil e nos EUA . Ao mesmo tempo, a marca deu início à campanha “Favoritos abaixo de 400 calorias” para promover lanches leves como o sanduíche McFish e o EggMcMuffin.

10 – Demanding Brands
A última das 10 tendências elencadas pela consultoria pode ser considerada como uma evolução do conceito de servile brands (marcas servis). O relatório da TrendWatching afirma que as companhias adotarão também um caminho inverso, exigindo que os seus consumidores contribuam com projetos e ações ligadas à sustentabilidade. O Vitória Futebol Clube usou deste recurso para promover a sua campanha de doação de sangue. Em julho deste ano, quando apresentou os novos uniformes dos jogadores, o clube surpreendeu a mídia: apesar de suas cores serem preto e vermelho, as camisas estavam com listras pretas e brancas. Fãs de todo o país foram encorajados a doar sangue para que a cor vermelha voltasse aos uniformes, o que aconteceu progressivamente durante o campeonato.
http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/comportamento-do-consumidor/26086/10-tendencias-de-consumo-para-2013.html

Chamávamos o processo de construção de uma nação. Mas há uma citação de Garibaldi que exemplifica isso de modo mais eloquente", disse Haysom, referindo-se a Giuseppe Garibaldi, o soldado patriota que unificou a Itália em meados do século XIX. "Quando terminou sua missão militar, Garibaldi disse: 'Criamos a Itália, agora precisamos criar os italianos."
Não falem para as mentes deles. Falem para os seus corações.
Sua arma secreta era que pressupunha não só que iria gostar das pessoas que encontrasse, mas também que elas gostariam dele. Essa sua confiança em si mesmo e nos outros era uma combinação irresistível e capaz de desarmar qualquer um".
          In: Conquistando o inimigo, de John Carlin

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Petrobras faz parceria com Senai para desenvolver tecnologia inédita de soldagem.




A Petrobras assinou nesta terça-feira, dia 27, termo de cooperação com o Senai, no valor de R$ 11,5 milhões, para implantação do Laboratório Brasileiro de Excelência em Tecnologia de Soldagem, no Rio de Janeiro (RJ). A estrutura atenderá às necessidades de pesquisa, desenvolvimento e qualificação de processos da área e será o primeiro laboratório deste tipo na América Latina.

[Petrobras assina termo de cooperação para desenvolvimento de tecnologia inédita de soldagem | Agência Petrobras.]
O investimento em processos de soldagem caracteriza um grande avanço para a implantação de projetos do segmento de petróleo, já que a atividade é considerada essencial em diversas obras em construção no Brasil. As tecnologias desenvolvidas no laboratório contribuirão para o aumento da produtividade, impactando positivamente os custos e a entrada em operação de empreendimentos. 

A infraestrutura inclui processos robotizados e tecnologia a laser de última geração que permitem desenvolver conhecimentos e técnicas inéditas de soldagem e montagem para dutos, equipamentos e chapas. Tais recursos possibilitarão ao Senai se posicionar  entre os mais conceituados laboratórios de soldagem do mundo e dar suporte às demandas do mercado de óleo e gás com soluções antes desenvolvidas fora do país. Além disso, será possível multiplicar os conhecimentos acumulados com a formação de mão de obra especializada, cada vez mais demandada pelo mercado nacional. 

Integrante do Programa Tecnológico de Transporte (Protran), da Petrobras, o laboratório será instalado no Centro de Tecnologia Senai Solda, no Maracanã.   O início das atividades está previsto para o primeiro semestre de 2013.

O termo de cooperação, com duração de 36 meses, demonstra o esforço da Petrobras em promover o desenvolvimento tecnológico da indústria e o mercado de trabalho brasileiros, fortalecendo toda a cadeia produtiva de fornecedores da Companhia.
http://www.momentoverdadeiro.com/2012/11/petrobras-faz-parceria-com-senai-para.html

Novo livro de Stephen King prende leitor a cada página

Junte uma cidade pequena nos Estados Unidos, um pouco de terror, um pouco de ficção e muita pressão psicológica.
É disso que é feito o livro Sob a Redoma, do mestre do terror Stephen King,lançado recentemente pela editora Suma de Letras no Brasil.
Com pouco mais de 900 páginas, o livro conta a história dos habitantes da pequena cidade de Chester’s Mill, no Maine. O livro segue o esquema de boa parte dos contos de Stephen King: todo mundo está vivendo sua vidinha pacata, quando inexplicavelmente alguma coisa acontece para mudar a rotina de todas as pessoas. Nesse caso, uma espécie de campo de força surge em volta da cidade, isolando a população do resto do mundo.
Para quem não está acostumado com as histórias de King, como em O Nevoeiro ou a maioria dos contos do livro Sombras da Noite, é bom não esperar que motivo de um campo de força,ou redoma, ter aparecido do nada em volta da cidade seja explicado rapidamente.
De qualquer forma, não é nisso que o livro está centrado, mas sim em como as pessoas “presas” na cidade vão lidar com o estranho fenômeno.
E Stephen King faz isso deforma fenomenal, preferindo trabalhar profundamente no psicológico das personagens,como Dale Barbara, chapeiro do bar/restaurante da cidade e veterano de guerra, que é reintegrado ao serviço militar como coronel para controlar a cidade no momento de crise, e seu antagonista Big Jim Rennie, uma caricatura perfeita do vereador ganancioso e fanático religioso de cidade pequena que quer tomar conta de tudo a qualquer preço.
À parte a história em si, Stephen King soube como prender o leitor em cada página. Ao contrário de muitos livros com capítulos longos, Sob a Redoma tem capítulos com descrições bem detalhadas mas ao mesmo tempo curtos, não obrigando ninguém a ler 35 páginas para acabar o capítulo para poder e ir dormir sem perder o fio da meada. Quando a história começa a ficar desinteressante, surge alguma coisa para levantar o ânimo do leitor novamente.
Provavelmente, o que mais vai incomodar os futuros leitores é o preço salgado da obra, de quase R$ 80, além do peso do calhamaço.
Apesar da encadernação de qualidade e quase impecável revisão ortográfica, há livros (vide A Tormenta das Espadas) com o número de páginas aproximado ao de Sob a Redoma com um preço mais razoável. Quem estiver disposto a pagar o preço exigido, no entanto, pode ficar seguro de que não vai se arrepender.
(Indicado por Rodson Baldan, redator do R7)
http://entretenimento.r7.com/blogs/r7-cultura/2012/11/27/sob-a-redoma-stephen-king-literatura-r7/

Lya Luft lança o livro O trigre na sombra em Belo Horizonte

Lançamento será dentro da programação do projeto Sempre um papo

Gracie Santos - EM Cultura
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Adriana Franciosi/Divulgação
Sou uma pessoa discreta, pouco festiva, preciso ficar quieta, pensando, meditando para escrever. Meu narciso é pra dentro - Lya Luft, escritora

Dôda (Dolores) tem uma perna mais curta que a outra. E a rejeição começa logo dentro de casa. A mãe  despreza a filha que “anda tortinha,” prefere a mais velha, Dália (até o nome é mais bonito). Aposta que esta, sim, terá futuro. Mas Dôda não está totalmente abandonada; o pai tenta suprir a falta de afeto da mãe. E tem ainda Vovinha, sempre presente. Só que a trama leva a assinatura de Lya Luft, então, nada será simples assim. A vida não vai ser um mar de rosas para ninguém nessa história. Com Lya, os personagens são sofridos, os dramas intensos e tensos. Nem ela mesma sabe bem o por que disso. Não importa. O bom é que nos livros dela o leitor caminha (sem fôlego) em direção às profundezas da alma humana e, de tabela, para dentro de si mesmo.

Em O tigre na sombra, seu novo romance, a escritora preserva o que há de melhor em sua literatura: é poética na prosa e constrói frases curtas e profundas, o que permite que ela vá direto ao ponto. Dizer muito em tempo breve, com graça e sem afetação. São apenas 128 páginas para serem lidas de uma sentada, mas que ficarão reverberando muito tempo depois, já que os personagens provocam inevitáveis identificações. O livro será lançado hoje, às 19h30, no auditório da Cemig, com a presença de Lya Luft, convidada do projeto Sempre um papo.

“Sempre fui barroca para falar e lacônica para escrever. Um professor de mestrado disse que sou gentil com o leitor porque escrevo livros pequenos. Procuro ser simples, mas faço uma síntese sofisticada. Gosto de palavras, da linguagem, fico feliz quando estou escrevendo”, confessa Lya. Para a autora, cada palavra tem seu peso, mas nada é muito intencional, “tudo flui naturalmente.” Ela diz que na verdade, da mesma maneira que Dôda (e todo mundo), sente-se pelo menos duas. “Tenho um olho triste para escrever, outro alegre, que vive. Na minha vida pessoal, sou muito divertida. Mas também sou uma pessoa discreta, pouco festiva, preciso ficar quieta, pensando, meditando para escrever. Meu narciso é pra dentro”, afirma.
Adriana Franciosi/Divulgação
Sou uma pessoa discreta, pouco festiva, preciso ficar quieta, pensando, meditando para escrever. Meu narciso é pra dentro - Lya Luft, escritora

Os personagens de Lya não nascem prontos, vão se estruturando enquanto ganham vida. “Claro que mando no livro, posso criar o que quiser, matar... Mas há um momento em que tenho que escutar algo que vem do meu interior...” Se Dôda é diferente por ter uma perna mais curta, Lya Luft sabe bem o que é isso. “Tive um problema no quadril, que antes não me incomodava, agora incomoda. Sei como é chato ter uma coisa que limita você. Quando era menina, não brincava de boneca; quando adolescente, gostava de ler os clássicos gregos, alemães, nem o namoradinho sabia disso. Todos temos nossas diferenças”, analisa.

CONTOS DE FADA
E, afinal, todos temos um tigre na sombra, na nossa cola? “Claro, todos temos um inimigo à espreita, podem ser também a morte, os problemas, as dificuldades, o preconceito. Minha literatura sempre teve muita influência dos contos de fada. Tem o belo do sinistro”, revela a escritora, que, há muitos anos, sempre começa cada livro, mesmo que não seja ficção, com um poema. “Pra mim, a linha divisória entre poesia e prosa é muito tênue, sou bastante poética, uso muitas metáforas”, diz. E por que tantos personagens sofridos? “Não sei, minha vida nunca foi terrível. Tive uma infância feliz, com meus pais, uma casa alegre. Fiquei viúva muito cedo, tive casamentos com caras superlegais, filhos ótimos. Mas sempre fui fascinada pelo lado obscuro da vida”, confessa.

Lya Luft tem consciência de que Dôda acabou sendo personagem em defesa do diferente, contra preconceitos, mesmo que não tenha pretendido isso. “No fundo, somos todos iguais, temos nossa perna mais curta. E se formos conhecer histórias reais vamos ver casos até piores do que as ficções”, afirma. A volta ao romance (a ficção mais recente foram os contos de O silêncio dos amantes, de 2008, que ganhou montagem de sucesso no teatro), ela conta, não foi planejada. “Não sei, parece que o vento sopra quando quer. Nunca forço, não faço qualquer pressão. Tem que ter um pouco de fantasia, quero que a história me fascine por alguma razão qualquer”. Não por acaso, O tigre na sombra é um romance ao mesmo tempo impactante e fascinante.

COM TODAS AS LETRAS

Lya Luft começou sua carreira literária em 1980, aos 41 anos, com a publicação do romance As parceiras. Entre os destaques de sua obra, A asa esquerda do anjo (1981); O quarto fechado (1984); Exílio (1987); A sentinela (1994); O rio do meio (1996, Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes); O ponto cego (1999); Histórias do tempo (2000); Mar de dentro (2002); Perdas & ganhos (2003); Pensar é transgredir (2004); o volume de poesias Para não dizer adeus (2005) e O silêncio dos amantes (2008).Já verteu para o português obras de autores consagrados como Virginia Woolf, Günter Grass, Thomas Mann e Doris Lessing.

O tigre na sombra
Lançamento do livro de Lya Luft. HNesta terça-feira, às 19h30, com bate-papo com a autora, no projeto Sempre um Papo.
Auditório da Cemig, Av. Barbacena, 1.200, Santo Agostinho. Informações: (31) 3261-1501 e sempreumpapo.com.br 
http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_7/2012/11/27/ficha_agitos/id_sessao=7&id_noticia=60798/ficha_agitos.shtml

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Udesc e Celesc realizam projeto em parceria para minimizar danos à rede elétrica



Convênio proporcionará a construção de um equipamento para melhorar a qualidade da tensão em redes aéreas de distribuição de energia elétrica
Lâmpadas piscando, equipamentos elétricos com variações no funcionamento e até queima de eletroeletrônicos. Estes fatores normalmente são ocasionados pela oscilação de energia elétrica e podem gerar transtornos tanto para os consumidores quando para a companhia de energia elétrica que, nos casos mais críticos, tem o prazo de até 15 dias para solucionar o problema.
Um convênio firmado entre a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a Celesc proporcionará a construção de um equipamento para minimizar danos ao sistema.
Marcello Mezaroba, professor de Engenharia Elétrica da Udesc Joinville e coordenador do projeto, explicou que, quando o problema na rede é diagnosticado pela concessionária, a solução só é encontrada mediante análise precisa do local e, em alguns casos, a troca de transformadores e cabos de alimentação.
"Muitas vezes este processo demanda mais do que o prazo estipulado pela legislação, gerando necessidade de ressarcimento aos consumidores. Nosso equipamento consiste em uma solução temporária, estabilizando a rede até que toda a infraestrutura seja melhorada e os distúrbios minimizados."
Por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), todas as concessionárias de energia devem investir anualmente em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Neste sentido, a Celesc lançou um edital em 2011, processo no qual foi inscrito o projeto proposto pelo Núcleo de Processamento de Energia Elétrica (NPEE), em parceira com o Laboratório de Planejamento Energético (Laper), ambos da Udesc Joinville.
O projeto de pesquisa, intitulado "Desenvolvimento de um dispositivo móvel autônomo para regulação e melhoria da qualidade da tensão em redes aéreas de distribuição de energia elétrica", receberá verba de aproximadamente R$ 1 milhão e deverá ser finalizado até o final de 2014. Atualmente o projeto está em fase inicial de desenvolvimento da pesquisa.
Dentre as destinações da verba, estão à compra de equipamentos, materiais de consumo e bolsas de mestrado e pesquisa. "Abrimos processo para seleção de três bolsistas de mestrado que nos ajudarão no desenvolvimento do projeto", destacou Mezaroba.
Esses três alunos farão parte da equipe de dez integrantes da Udesc. Além do professor Mezaroba, também fazem parte do grupo os professores Yales Rômulo de Novaes, Fabiano Ferreira Andrade, Fernando Buzzulini Prioste, Alessandro Luiz Batschauer, Joselito Anastácio Heerdt e Sérgio Vidal Garcia Oliveira.
http://www.economiasc.com.br/index.php?cmd=industria&id=12578

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